SE QUISER MUDAR O MUNDO… 5 LIVROS PARA COMEÇAR!

SE QUISER MUDAR O MUNDO… 5 LIVROS PARA COMEÇAR!

Recentemente eu li o livro Se quiser mudar o mundo, da Sabrina Fernandes (Canal Tese Onze, no Youtube) e eu fiquei muito impressionada não só com a capacidade de síntese da autora (o tamanho do livro engana, tem muito conteúdo ali; conteúdo bom, de fácil leitura e com embasamento, coisa rara nesses tempos), mas também com a própria Tese Onze, que inspirou o nome do canal dela no Youtube e, pelo que parece, é um grande norte da caminhada politica e de formação acadêmica da Sabrina.

Décima-primeira tese sobre Feuerbach: “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.” – Karl Marx

 

Nesse post, inspirada pela Sabrina Fernandes e pela Tese Onze de Karl Marx, vou indicar 5 livros acessíveis e bem diretos no quesito abrir nossos olhos para a realidade. E quem, sabe, nos inspirar a mudar o mundo!

 

Se quiser mudar o mundo: um guia político para quem se importa, de Sabrina Fernandes: Sinopse: “Se quiser mudar o mundo, a hora é agora! Este é um livro para quem quer mudar o mundo. Para quem sente que está tudo de pernas para o ar. Para quem se cansou de só ouvir notícias ruins e quer soluções para os desafios que atravessam a sociedade. Mas, antes, é preciso saber algumas coisas importantes. Por isso, este também é um guia didático e introdutório dos principais conceitos de política, sem abrir mão de sua complexidade. Aqui, não há passo a passo nem receita de bolo. Muito pelo contrário: há muitas perguntas. Sobretudo, esta obra é radical. Ela propõe transformar o mundo, mas não de qualquer jeito. Nela, há uma caixinha de ferramentas para que seja possível provocar mudanças profundas. Este livro, portanto, também é um chamado. Um convite para se pensar alternativas, encarar dificuldades políticas e instigar os que sonham com um futuro melhor para si e para os outros. Pois, afinal de contas, como a autora Sabrina Fernandes nos lembra, a situação está complicada e, mais do que nunca, o mundo está precisando de gente que se importa.” Compre na Amazon clicando aqui.

 

Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus. Sinopse: “O diário de Carolina Maria de Jesus surgiu este autêntico exemplo de literatura-verdade, que relata o cotidiano triste e cruel de uma mulher que sobrevive como catadora de papel e faz de tudo para espantar a fome e criar seus filhos na favela do Canindé, em São Paulo. Em meio a um ambiente de extrema pobreza e desigualdade de classe, de gênero e de raça, nos deparamos com o duro dia a dia de quem não tem amanhã, mas que ainda sim resiste diante da miséria, da violência e da fome. E percebemos com tristeza que, mesmo tendo sido escrito na década de 1950, este livro jamais perdeu sua atualidade. A primeira publicação de Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, data de 1960, por isso, em 2020, quando se comemoram os 60 anos de sua existência, a Somos Educação fará uma edição especial desta que é uma obra muito importante para a literatura brasileira. Com um projeto gráfico renovado e capa assinada pelo artista No Martins, além do texto original da autora, este livro conta com um prefácio assinado pela escritora Cidinha da Silva, fotografias dos manuscritos de Carolina Maria de Jesus e uma fortuna crítica com escritores como Alberto Moravia; críticos literários, como Marisa Lajolo, Carlos Vogt, Elzira Divina Perpétua, Fernanda Miranda; historiadores, como José Carlos Sebe Bom Meihy, e jornalistas, como Audálio Dantas, responsável pela publicação da primeira edição do livro, e Otto Lara Resende.” Compre na Amazon clicando aqui.

 

Leia mais sobre Carolina Maria de Jesus clicando aqui.

 

Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak. Sinopse: Uma parábola sobre os tempos atuais, por um de nossos maiores pensadores indígenas.

Ailton Krenak nasceu na região do vale do rio Doce, um lugar cuja ecologia se encontra profundamente afetada pela atividade de extração mineira. Neste livro, o líder indígena critica a ideia de humanidade como algo separado da natureza, uma “humanidade que não reconhece que aquele rio que está em coma é também o nosso avô”.
Essa premissa estaria na origem do desastre socioambiental de nossa era, o chamado Antropoceno. Daí que a resistência indígena se dê pela não aceitação da ideia de que somos todos iguais. Somente o reconhecimento da diversidade e a recusa da ideia do humano como superior aos demais seres podem ressignificar nossas existências e refrear nossa marcha insensata em direção ao abismo.
“Nosso tempo é especialista em produzir ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar e de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta e faz chover. […] Minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história.”
Desde seu inesquecível discurso na Assembleia Constituinte, em 1987, quando pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo para protestar contra o retrocesso na luta pelos direitos indígenas, Krenak se destaca como um dos mais originais e importantes pensadores brasileiros. Ouvi-lo é mais urgente do que nunca.
Esta nova edição de Ideias para adiar o fim do mundo, resultado de duas conferências e uma entrevista realizadas em Portugal entre 2017 e 2019, conta com posfácio inédito de Eduardo Viveiros de Castro.” Compre na Amazon clicando aqui.

 

Quando acaba o século XX, de Lilia Moritz Schwarcz. Sinopse: Neste breve e impactante ensaio, a antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz reflete sobre os impactos da pandemia de covid-19 em nossa compreensão sobre as desigualdades estruturais da sociedade brasileira e os limites da utopia tecnológica que marcou o século passado.

Em entrevistas e textos publicados nos últimos meses, Lilia Moritz Schwarcz cravou um diagnóstico de grande repercussão: “Ao deixar mais evidente o nosso lado humano e vulnerável, a pandemia da covid-19 marca o final do século XX”. A utopia tecnológica do século que agora termina deu lugar a uma crise social, econômica, ambiental, cultural, moral e da saúde — e o sofrimento que dela decorre é incomensurável.
Nos últimos anos, a sucessão de desastres climáticos e ambientais de proporções inéditas alertavam para o fato de que nossa marcha sobre a natureza encontrara seu limite. Mas as contradições da ideia de progresso também se manifestam na inaceitável desigualdade que marca a experiência de países como o Brasil, na perpetuação de estruturas sociais racistas e machistas, e na transformação da história e dos idosos em “velharia”. Esses são alguns dos temas abordados em Quando acaba o século XX.
“Pessimista no atacado e otimista no varejo”, Schwarcz defende que “se cada um exercer sua cidadania, sua vigilância cidadã, quem sabe damos sorte no azar”. Se o Brasil já se perdeu e já se encontrou várias vezes em sua história, “é hora de fazer da crise um propósito”. Compre na Amazon clicando aqui.

 

Vamos comprar um poetade Afonso Cruz. Sinopse: “Numa sociedade dominada pelo materialismo, as famílias têm artistas em vez de animais de estimação. É nesse cenário, onde cada espaço tem um patrocinador, cada passo é medido com exatidão, e até a troca dos afetos é contabilizada, que uma menina pede ao pai um poeta. Com humor e leveza, Afonso Cruz conduz uma narrativa para fazer pensar sobre o utilitarismo e o papel da arte em um mundo onde tudo precisa ser mensurado.” Compre na Amazon clicando aqui.

 

 

 

 

 

E você, qual livro incluiria em nossa lista de leituras para mudar o mundo?

 

 

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