#VIVACAROLINA: COMPANHIA DAS LETRAS LANÇA CASA DE ALVENARIA

#VIVACAROLINA: COMPANHIA DAS LETRAS LANÇA CASA DE ALVENARIA
“FALAVAM QUE EU TENHO SORTE. EU DISSE-LHES QUE EU TENHO AUDACIA.” — CAROLINA MARIA DE JESUS
Uma das maiores escritoras brasileiras de todos os tempos, Carolina Maria de Jesus deixou uma extensa produção literária. Embora tenha alcançado o sucesso com o livro “Quarto de despejo: Diário de uma favelada” (1960), muitos de seus escritos ainda permanecem inéditos ou fora de circulação há décadas.
A publicação de sua obra pela Companhia e todo o movimento #VIVACAROLINA é fruto de um desejo de restituir a autenticidade da voz dessa grande escritora, trazendo ao público seu projeto literário por completo. É ainda um esforço de reparar a rejeição e estigmatização que Carolina por décadas sofreu dos círculos literários, consequência direta do racismo estrutural que lhe negava a presença nesses espaços.
Supervisionadas por um conselho editorial composto por Vera Eunice de Jesus, filha de Carolina, pela escritora Conceição Evaristo e pelas pesquisadoras Amanda Crispim, Fernanda Felisberto, Fernanda Miranda e Raffaella Fernandez, as novas edições conservam toda a diversidade de registros presentes nos manuscritos e resguardam a integridade da escrita da autora — cujas marcas autorais são imprescindíveis para a adequada recepção de sua obra.
📚 O primeiro lançamento da Coleção Cadernos de Carolina consiste nos dois volumes de “Casa de alvenaria”, que registram o período em que a escritora morou na cidade de Osasco (SP) e no bairro de Santana, em São Paulo, nos anos 60. Com capa e projeto gráfico de Estúdio Daó e arte de Lucia Laguna, os títulos já estão em pré-venda nas livrarias e lojas on-line.
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*disponível na Amazon e Livraria da Travessa no momento da publicação desse post. Lembre-se de verificar que está comprando o Volume 1: Osasco e que ele está com o brinde. As lojas também vendem o livro sem o brinde. Sujeito à disponibilidade.

Leia um trecho do início “Casa de alvenaria: Osasco”

30 DE AGOSTO DE 1960

[…] Fiz o café e fui comprar pão, pedi ao Chico para atender‑me logo porque eu ia mudar.

— Para onde?

— Vou ressidir em Osasco.

Ele serviu logo, paguei e sai correndo.

Estava preparando os trastes quando chegou o senhor Paulino de Moura dono da livraria Boulevard. Vêio convidar‑me para eu ir na sua livraria autografar os meus livros.

Eu disse‑lhe que irei depois que agêitar a vida dos meus filhos porque, quando eu os deixo na favela os favelados maltrata‑os.

Ele trouxe uns livros para eu autografa‑los. Eu estava autografando quando chegou o reporter Gil Passarelli, das Folhas, para fotografar‑me, porque eu vou mudar. O senhor Paulino de Moura auxiliava‑me, ritirando as gavêtas pela janela para ser filmado e fotografado.

 

Artes do post e do cartaz por Mayara Francolino

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